*Dr.
Ari Zekcer
12/09/07
- Artigo: Nos últimos anos houve um aumento considerável
no número de brasileiros conscientes de que praticar
atividades físicas traz benefícios imediatos
(aumentam o bem-estar e facilitam a socialização,
por exemplo) e futuros, que propiciam uma vida mais
longa e com mais qualidade.
É
comum que a prática comece ainda na infância,
com esportes como natação e balé, passando
depois para esportes de quadra e atletismo, e prossiga durante
a vida adulta em modalidades como corridas de rua e ginástica
em academias.
A
adesão aos esportes competitivos tem sido iniciada
cada vez mais precocemente, ao passo em que a exigência
por bons resultados tornou-se mais intensa ao longo dos
tempos. Isso acaba provocando o excesso de treinamentos,
que causa lesões por sobrecarga nos ossos e tendões,
como fraturas por stress e ruptura de ligamentos.
O
número de lesões nos joelhos em crianças
e, principalmente, em adolescentes, aumentou em virtude
desses fatores. Hoje em dia já são comuns
as cirurgias em jovens que lesionaram os ligamentos e os
meniscos.
A
maior adesão das mulheres aos esportes de contato
e competições como as de futebol, por exemplo,
também fez crescer a incidência de problemas
no joelho nessa população. Há 15 anos
fazíamos a reconstrução de ligamentos
dos joelhos em uma proporção de 3 mulheres
para cada 100 homens. Hoje, esse número alcança
a marca de 10 a 15 mulheres.
No
futebol profissional masculino, a maior quantidade de treinos
e o aumento do número de jogos, que aprimoram o vigor
físico e resultam em partidas mais duras e disputadas,
contribuem para que ocorram mais lesões. Como as
técnicas cirúrgicas estão mais modernas,
propiciam uma recuperação bem mais rápida.
Antes, a alternativa era somente uma: afastar-se dos gramados.
*Ortopedista
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