22/10/06
A tarde de sábado da 14ª Conferência Internacional
Mundial de Retina foi pontuada por palestras sobre degenerações
retinianas juvenis e sindrômicas.
Especialistas
da área trataram principalmente das doenças degenerativas
hereditárias, dentro da pauta do dia. Robert Koenekoop
diretor do McGill Ocular Genetics Center, da McGill University
de Montreal, Canadá, chamou atenção para
a importância do descobrimento de genes responsáveis
pelas patologias primárias e secundárias.
Koenekoop
falou sobre amaurose congênita de Leber (LCA) e maculopatias
juvenis. O médico ressaltou a necessidade de se identificar
os genes remanescentes para a LCA, já que 50% dos genes
retinianos ainda não foram definitivamente mapeados. De
acordo com ele, "o conhecimento de novas combinações
genotípicas possibilitaria respostas mais precisas quanto
à existência de fenótipos heterozigotos específicos
que ocasionam LCA e distúrbios associados".
Ele
também citou que o conhecimento de alguns genes que contribuem
para o aparecimento de LCA desempenhou papel essencial na comprovação
de hipóteses como a de que famílias com a doença
apresentam portadores obrigatórios de mutações
em heterozigose em genes como RPE65, AIPL1 e RPGRIP1. Dessa mesma
forma, segundo Koenekoop, ao analisar o fenótipo de pais
de crianças com LCA, "foi possível associar
mutações no gene CRB1 a sinais de retinite pigmentosa,
muitas vezes associada à doença".
Agência
Notisa (jornalismo científico - science journalism)