Toronto
(Canadá), 19 jan (EFE).- O serviço secreto e a Polícia
Montada do Canadá investigam a origem de uma carta enviada
em nome da Frente de Libertação de Québec
(FLQ) com ameaças de atentados em Montreal entre 15 de
fevereiro e 15 de março.
Em
15 de fevereiro é comemorado o aniversário da morte
de cinco nacionalistas de Québec enforcados em 1839 pelas
forças britânicas.
Meios
de comunicação locais informaram hoje que a carta
foi enviada a várias pessoas, entre elas o primeiro-ministro
de Québec, Jean Charest, e o presidente da França,
Jacques Chirac.
Nas
décadas de 60 e 70, o FLQ levou a cabo uma campanha de
atentados e atos terroristas para conseguir a independência
da província francófona.
Em
1970, o FLQ seqüestrou o representante comercial britânico
no Canadá, James Cross, e assassinou o ministro do Trabalho
de Québec, Pierre Laporte.
O
então primeiro-ministro canadense, Pierre Trudeau, ordenou
a saída do Exército às ruas das principais
cidades de Québec e prendeu vários separatistas
da província, o que acabou com as ações armadas
do FLQ.
Segundo
informações publicadas hoje em meios de comunicação
canadenses, a carta diz que os ataques serão dirigidos
contra "alvos estratégicos", entre eles shoppings,
pontes, aeroportos e ferrovias dos bairros de Montreal de maioria
anglófona.
"Especificamente,
atacaremos o trânsito nas principais estradas", acrescenta
a carta, que alerta para a possibilidade de suas ações
causarem "feridos e mortos".
A
carta é assinada por "FLQ, célula Camille-Laurin".
Já
em novembro passado apareceu outra carta assinada da mesma / própria
forma.
Camille-Laurin
foi um político de Québec que, como ministro do
Partido Quebequense, criou a lei que fez do francês a única
língua oficial da província.
Uma
carta anterior, enviada em novembro, também continha ameaças
de ataque contra o "imperialismo anglo-saxão"
para 15 de fevereiro.
EFE
jcr sc
Alto
da página