22/01/07 - Um compósito da mesma família da fibra
de carbono pode substituir o asbesto (ou amianto) na fabricação
de pastilhas para freios automotivos.
O
asbesto é um mineral fibroso natural, encontrado no Canadá,
África, Europa do Leste e Estados Unidos. Muito usado em
roupas e equipamento à prova de fogo, também serviu
como principal isolante térmico de edifícios entre
os anos 20 e 80, quando se descobriu sua toxicidade e o material
deixou de ser largamente empregado na construção
civil.
Diversos
tipos de câncer de pulmão foram associados à
exposição profissional ao asbesto, hoje banido em
vários países industrializados. O risco do asbesto
para a saúde está na inalação do pó
liberado por materiais destruídos ou danificados.
O
cimento de amianto e as lonas de freio contendo asbesto são
considerados menos tóxicos, porque não são
friáveis, isto é, não se transformam em pó
quando submetidos à pressão. Mesmo assim, a obtenção
de um material substitutivo é uma boa nova para a indústria
automobilística.
O
novo material foi desenvolvido no Departamento de Tecnologia de
Polímeros da Engenharia Química da Universidade
Estadual de Campinas, FEQ-Unicamp durante os 2 anos e meio de
elaboração da tese de mestrado da engenheira cubana
Zaida Jova Águila, sob orientação de Edison
Bittencourt, da Unicamp.
Zaida
continuará trabalhando no aprimoramento do material em
sua tese de doutorado, a partir deste ano. Segundo Bittencourt,
o compósito apresentou as mesmas propriedades de frenagem
das pastilhas de asbesto, em testes feitos com amostras fornecidas
por um fabricante de freios.
"O compósito obtido também é um estágio
intermediário no processo de fabricação da
fibra de carbono", diz Edison Bittencourt, ressaltando a
importância de se desenvolverem produtos intermediários,
comerciais e tecnológicos, neste processo. A fibra de carbono,
vale lembrar, é o material utilizado.
Fonte:
http://www.mecanicaonline.com.br/2000/marco/enge/pastilhas.htm
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