07/07/07
- A vacina contra hepatite B, é patenteada e produzida
em escala industrial desde 1995 pelo Instituto Butantan por
engenharia genética. A incidência da hepatite B
oscila em torno de 2% da população brasileira,
mas há regiões da Amazônia onde alcança
20%.
Quando
acomete mulheres grávidas, há grande chance de
o recém-nascido sofrer lesão irreversível
do fígado. Em adultos, a lesão freqüentemente
se transforma em câncer. Antes de ser abastecido pela
produção do instituto, o Brasil era obrigado a
comprar a vacina por US$ 8,00 a dose. Hoje, o produto já
é oferecido a US$ 0,80.
A
fabricação de vacinas por engenharia genética
pode proporcionar uma maior eficácia, custos menores
e menores efeitos colaterais. Considerado mais seguro do que
a produção tradicional de vacinas, o uso de biologia
molecular para produção de vacinas consiste na
retirada de um pedaço da molécula de DNA do agente
causador da doença e inoculá-lo em outro organismo,
para replicação.
Desse
modo, a vacina utiliza pedaços ou subunidades do vírus.
Já as vacinas convencionais utilizam vírus vivos
e atenuados ou inativados que, ministrados à pessoa,
levam o organismo a reagir, fabricando anticorpos.
Como
a incidência da doença vem aumentando no País,
o Ministério da Saúde decidiu aplicar a vacina
em crianças menores de um ano e adultos que compõem
o grupo de risco, como profissionais da saúde, policiais,
integrantes de equipes de resgate, carcereiros e outros que
tenham contato com sangue e secreções corporais.
O
Prêmio Governador do Estado Invento Brasileiro, 1996,
foi concedido aos pesquisadores Nikolai Granovski e Galina Dotsenko,
da Fundação Butantan, pela descoberta de um Plasmídio
Recombinante para Utilização na Produção
de Vacina contra a Hepatite B, com financiamento da FAPESP.
Fonte:
http://www.usp.br/iea/unipub.html
http://www.crfsp.org.br/imprensa/rf/rfedic45/destaque.htm
http://www.byk.com.br/checkup/numero8/vacinas.htm
http://www.fapesp.br/notas271.htm
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