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Onu
reúne 180 paises para debater novo plano contra aquecimento
Representantes
de 180 países se reúnem a partir desta segunda-feira em
Montreal para discutir, pela primeira vez oficialmente, no âmbito
das Nações Unidas, formas para fortalecer a luta contra
as mudanças climáticas, mas o debate ameça suscitar
divergências entre Europa e Estados Unidos.
Consciente
de que os Estados Unidos vetariam o lançamento de negociações
para um novo acordo, a UE se conformaria com um "processo de reflexão"
sobre o tema. Os europeus contam com o apoio do Canadá e, em menor
medida, do Japão e da Rússia.
Os
americanos não parecem ser os únicos a criar obstáculos
aos planos europeus.
Os
países emergentes consideram que todo compromisso para controlar
suas emissões de poluentes dificultaria seu desenvolvimento. Alguns
são mais flexíveis que outros. Enquanto a Índia defende
sua posição com unhas e dentes, a China se mostra um pouco
mais aberta às posições européias.
A
conferência de Montreal poderá gerar uma declaração
ministerial mais ou menos bizantina, sem resultados práticos, sobre
a era posterior a 2012.
O
provável é que os países industrializados se comprometam
a reforçar os meios da ONU para gerir o Mecanismo de Desenvolvimento
Próprio, permitindo os paises do Norte baixar o percentual de redução
de emissões mediante a transferência de tecnologias limpas
para o sul.
O
reforço destes projetos de investimentos em países terceiros
agrada a todos, inclusive aos Estados Unidos.
Dion deve ser eleito presidente da conferência, embora ainda na
segunda-feira o governo liberal do Canadá deva perder no Parlamento
um voto de confiança, o que levará à convocação
de eleições antecipadas.
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