BRASIL
NÃO TEME O CANADÁ
NA ESTRÉIA DO PAN-AMERICANO DE HANDEBOL FEMININO
O
Brasil está pronto para entrar em quadra nesta quarta-feira (25),
às 20h, para a estréia do Campeonato Pan-Americano
de Seleções de Handebol Feminino, no Ginásio
Cidade de São Bernardo do Campo (SP), com transmissão ao
vivo pela BandSports. O adversário será o Canadá,
que não desperta muito medo nas brasileiras. Depois de oito dias
de treinamentos sob o comando do espanhol Juan Oliver Coronado, a equipe
se sente bastante confiante e garante que já aprendeu muito com
o novo técnico. Além de Brasil e Canadá, a primeira
rodada conta com as partidas entre Argentina e República Dominicana,
às 15h; e Uruguai e Estados Unidos, às 17h.
O
Canadá não é considerado pelas brasileiras um adversário
difícil e, por isso, a expectativa para a estréia é
tranqüila. “O Canadá é uma equipe que aparentemente
não é forte. Eu não conheço muito bem esta
Seleção, porque não disputei o último Pan-Americano,
mas sei que não são tão fortes”, comentou Lucila.
A confiança se justifica muito pelos ensinamentos de Oliver. “Ele
está abrindo nossas cabeças para coisas novas, nos ensinando
a arriscar mais. Isso pode não dar certo em um primeiro momento,
mas pode dar certo no futuro’’.
A
experiente capitã Lucila, que se transferiu nesta temporada para
o clube Cementos La Unión Ribarroja, da Espanha, confessou que
esta foi uma semana curta para tantas novidades nos treinamentos. “Nós
começamos a fazer alguns ajustes e demos prioridade à defesa
porque é um dos fundamentos em que temos mais deficiência.
Não é que o ataque esteja perfeito, mas não possui
tantos problemas. Começamos um trabalho em longo prazo e temos
uma boa perspectiva daqui para a frente.”
A goleira Chana, que há cinco anos atua fora do Brasil, disse que
esta é a primeira vez que participa da disputa de um Pan-Americano.
“Por estar jogando fora e o calendário não coincidir,
nunca pude jogar. Sabemos que não é uma competição
muito difícil para nós, mas vamos procurar estar a cada
dia mais concentradas para que possamos melhorar. Sabemos que os adversários
não são iguais aos times europeus, apesar disso, queremos
ver o resultado do nosso trabalho”, explicou.
Sobre
o adversário, Oliver considera o Canadá uma equipe em evolução.
Segundo ele, os canadenses possuem treinadores das escolas européia
e árabe. “Eles seguem bastante a escola francesa de handebol.
Alguns já estiveram aqui no Brasil para fazer cursos da Federação
Internacional. É um país que está em evolução
neste esporte e a única dúvida que temos é se eles
virão com uma equipe mais jovem ou com as jogadoras experientes
que têm disputado as últimas competições internacionais.”
Seleção
Brasileira – as goleiras Chana Franciela
Masson (FCK Handbold A / S – DEN) e Jacqueline Santana (Cementos
La Uinion Ribarroja-ESP); as armadoras Adriana Lima (MESC
/ São Bernardo – SP), Aline da Silva (São Paulo FC
/ Esp.Guarulhos - SP), Aline Silva Santos (El Ferrobus Mislata –
ESP), Lucila Vianna da Silva (Cementos), Millene Bruna Figueiredo Silva
(São Paulo FC), Silvia Helena Pinheiro (CDES Gil Eannes –
POR) e Tayra Rodrigues Lima (MESC); as pontas Alexandra
do Nascimento (Hyppo No – AUT), Aline Waleska Rosas (São
Paulo FC), Fabiane dos Santos Santana (SER Águias Nova Gerte -
SP) e Viviane Rodrigues Jacques (São Paulo FC); e as pivôs
Alessandra de Oliveira (CDES Gil Eannes – POR), Daniela de Oliveira
Piedade (Hyppo No) e Juceli Aparecida S. da Rosa (MESC).
Além do técnico Juan Oliver Coronado, a comissão
técnica é formada por Marisa Cecília Loffredo
e Rita de Cássia Orsi (auxiliares), Samir Salim Daher (médico),
Wilton Domingues (preparador físico) e Maria Rita Cardoso Gomes
(fisioterapeuta).