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Québec faz campanha para atrair imigrantes brasileiros Nas últimas semanas jornais de grande circulação no Brasil publicaram anúncios com a chamada: Construa seu futuro em Québec, Canadá. Outra matéria recente reforçava o interesse canadense em atrair imigrantes e integrá-los de forma harmoniosa. Segundo a Câmara de Comércio Brasil&Canadá, um artigo originalmente publicado no The Wall Street Journal, ressaltava que, enquanto países como Estados Unidos, Holanda e Espanha lutam para controlar a imigração, o Canadá é um dos países que enfrenta um problema diverso. Trata-se do envelhecimento da população, que ocorre também na Irlanda, Reino Unido, Austrália e Suíça, citados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico como exemplos de países que buscam adaptar a legislação para vencer o desafio da falta de mão-de-obra especializada. No
Brasil, a iniciativa de Québec ilustra bem o fato. No anúncio,
o convite a empreendedores e pessoas que têm experiência em
gestão de negócios e capital é direto: você
pode imigrar para Québec como investidor, empreendedor ou trabalhador
autônomo. Para esclarecer as condições e prestar informações
aos interessados, estão sendo agendados encontros e palestras com
uma representante de imigração de Québec em São
Paulo (13 e 14 Junho), Belo Horizonte (16 e 17 Junho) e Rio de Janeiro
(20 e 21 Junho). O artigo do Wall Street Journal revela que em 2005 ingressarão no Canadá quase 240.000 imigrantes. Com um território habitado por apenas 32 milhões de habitantes e uma taxa de natalidade baixa, a imigração é "um motor fundamental da economia do futuro", como afirma o ministro da Imigração, Joe Volpe, destacando que cerca de metade dos 5,5 milhões de habitantes da Grande Toronto veio de outros países. O próprio governo canadense estima que em 2011 a imigração responderá por todo o crescimento da mão-de-obra canadense. A imigração é responsável pela transformação dos centros urbanos do Canadá, e a maior parte do fluxo recente é de chineses e imigrantes do sul da Ásia. O governo também liberou no mês passado a permanência de estudantes estrangeiros em universidades canadenses, após a conclusão dos estudos. Eles agora podem ficar mais dois anos trabalhando no país depois de terminarem seus cursos, desde que não seja em Montreal, Toronto ou Vancouver. Em 2005, cerca de 18.000 trabalhadores, a maioria do México, foi contratada para trabalhar na agricultura como mão-de-obra temporária, em contratos que garantem salários, passagem de ida e volta e moradia aos trabalhadores, que não podem trazer suas famílias. No
Canadá, as províncias definem suas próprias políticas
de imigração para atrair talentos de acordo com a demanda
local. Um exemplo é Manitoba, que traz uma média de 4.000
imigrantes por ano como parte de um programa em que o governo provincial
pode avaliar e escolher imigrantes com potencial e apropriados para vagas
de empregos, mesmo quando os candidatos não se encaixam nos padrões
federais. A adaptação de imigrantes na população economicamente ativa tem seus desafios. De acordo com o artigo do jornal americano, o Canadá enfrenta uma falta de médicos, mas muitos estrangeiros formados em Medicina não podem trabalhar em sua área. Assim, um em cada quatro imigrantes com curso superior tem um emprego que não exige mais do que ensino médio. A Statistics Canadá avaliou números sobre a renda dos imigrantes e constatou que a renda inicial dos imigrantes que chegaram ao país entre 1975 e 1979 era 83% em relação à dos canadenses natos. Para os imigrantes do período de 1985 e 1989, essa proporção caiu para 66%.Ainda assim, o Canadá representa um dos poucos países em que imigrantes encontram oportunidade para desenvolvimento pessoal e prosperidade, com mecanismos formais de ingresso no mercado de trabalho.
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