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Nova tecnologia confere mais precisão às cirurgias de joelho

 

* Dr. Ari Zekcer

04/12/07 - CIÊNCIA & TECNOLOGIA, ESPORTE, MEDICINA & SAÚDE

Dr. Ari ZekcerNavegação cirúrgica aplicada à ortopedia propicia realização de procedimentos minimamente invasivos, o que diminui riscos de complicações

A tecnologia aplicada à medicina registra conquistas valiosas nos últimos anos. No Brasil, a utilização de recursos de ponta tem contribuído sobremaneira com a realização de cirurgias de precisão. Uma tecnologia alemã muito utilizada na Europa e que ganha espaço no Brasil a cada dia está auxiliando especialistas a garantir mais precisão em cirurgias de joelho. “O sistema contribui para aperfeiçoar os procedimentos, uma vez que melhora a precisão e diminui riscos de complicações”, considera o ortopedista Ari Zekcer, especialista em medicina desportiva e coordenador do setor de ortopedia do Hospital São Luiz, em São Paulo, que aplica este recurso em cirurgias de próteses de joelho desde fevereiro deste ano. O especialista, que também é diretor da Zekcer Sports Medicine, esteve recentemente em Stuttgart (Alemanha) para conferir as mais recentes novidades no segmento.

Um dos benefícios da navegação cirúrgica, como são conhecidas as cirurgias guiadas remotamente, para procedimentos como implante de próteses, reconstrução de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e outros, é que a incisão – que no método tradicional pode chegar a 20 cm - com o computador diminui para cerca de 10 cm. Com isso, há menos exposição dos tecidos e, por conseqüência, menos sagramento e melhor recuperação. Dessa forma, a dor no pós-operatório é reduzida e as cicatrizes são menores também. “Outro detalhe é que as partes moles do joelho também são menos atingidas, o que também é um fator predominante para facilitar e acelerar a recuperação”, acrescenta o especialista, que está entre os pioneiros no país na realização de procedimentos como o transplante de menisco, por exemplo.

Rastreamento ótico

O equipamento faz um rastreamento ótico dos ossos por meio de sensores, capta pontos anatômicos e manda as informações para o computador por meio de raios infravermelhos. Os dados são codificados e transmitem à tela imagens tridimensionais da estrutura a ser operada. A partir daí, o cirurgião examina os parâmetros da estrutura física do paciente estabelecidos pelo software e determina a melhor forma de implantar a prótese. O fato das informações serem captadas por infravermelho evita a contaminação por fios e também como o sistema não necessita de Raio X, o paciente não é exposto a radiação. “Uma vantagem é que todos os dados de como foi feita a cirurgia podem ser arquivados remotamente no prontuário do paciente”, lembra Zekcer.

Porém, embora seja um recurso de grande evolução para o segmento, dr. Zekcer alerta que a navegação cirúrgica é uma ferramenta complementar e não substitui a experiência do especialista. “Esse é um instrumento de grande valia, que confere um avanço para o setor. Mas não deve ser entendido como um substitutivo da análise clínica e capacidade técnica do cirurgião”, conclui.

*O ortopedista Ari Zekcer é especialista em medicina desportiva e cirurgia de joelho pela EPM – UNIFESP, diretor da Zekcer Sports Medicine, coordenador da equipe de ortopedia do Hospital São Luiz (SP), membro efetivo de entidades como Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ), Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE) e International Society of Atrhroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine (ISAKOS). Mais informações: www.arizekcer.com.br

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