26/06/07
- Uma exposição itinerante com obras de
artistas canadenses estará em cartaz no Centro
Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, a partir
do próximo dia 28 de junho.
As
obras que integram a exposição Isumavut
fazem parte do acervo do Museu Canadense da Civilização,
que organizou a mostra. Isumavut traz ao público
brasileiro conhecimentos nas áreas da antropologia,
sociologia, geografia, cultura geral e arte. A mostra
é dividida em dois núcleos, sendo o primeiro
um núcleo histórico, que apresenta o território
e o contexto geográfico onde vive o povo inuit,
em mapas e textos, assim como esculturas feitas pela antiga
comunidade inuit, em osso, pedra e marfim; e o segundo,
com obras, informações e fotografias de
cada uma das nove artistas participantes: Kenojuak Ashevak,
Lucy Qinnuayuak, Mayoreak Ashoona, Napachie Pootoogook,
Oopik Pitseolak, Ovilu Tunnillie, Pitaloosie Saila, Pitseolak
Ashoona e Qaunak Mikkigak.
Isumavut,
em Inuktitut (idioma falado pelos povos inuits), significa
"os nossos pensamentos". Isumavut - A Arte de
Nove Mulheres do Ártico Canadense apresenta pela
primeira vez ao público brasileiro um conjunto
de 105 obras de arte de grande beleza, criadas a partir
de técnicas tradicionais dos Inuits, população
que ocupa o longínquo Ártico desde tempos
imemoriais. Antes conhecidos como Esquimós, os
Inuits habitam o Nunavut, território autônomo
canadense situado no extremo norte do país.
Estarão
expostas peças que revelam o modo de vida dessa
comunidade que se serve da arte como forma de comentar
sua vida, rotinas, mitos e tradições. Modos
de vestir já em desuso, valores morais, momentos
de caça e de pesca são algumas das cenas
representadas. O visitante poderá conhecer trabalhos
criados a partir de técnicas como a gravura em
pedra e a litografia em cores, de grande apuro técnico,
além de esculturas e desenhos.
A
exposição faz parte das comemorações
dos 140 anos de relações comerciais entre
o Brasil e o Canadá, dos 60 anos do Consulado Geral
do Canadá em São Paulo e dos 35 anos da
presença da Embaixada do Canadá em Brasília.
Após a exibição na capital federal,
Isumavut segue para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e
São Paulo.
A
produção artística da população
do Ártico canadense tem sido incentivada pelo próprio
governo canadense, que proporciona aos artistas Inuits
um circuito de exposição e venda das obras.
Assim, além do aspecto econômico (a venda
das peças contribui para a sobrevivência
do povo), as várias formas de arte são usadas
pelos Inuits como instrumentos de afirmação
cultural e de documentação histórica,
cultural e política. Isumavut já foi apresentada
em Portugal, nos Estados Unidos e na Finlândia,
sempre com imenso sucesso.
Os
Inuits
Para
o brasileiro, a palavra inuit ainda pode soar estranha
- tradicionalmente, os povos que vivem no Ártico
canadense, no extremo norte do planeta, ficaram conhecidos
pela generalização de esquimós. Os
Inuits habitam, desde tempos imemoriais, a região
de Nunavut, um território autônomo do Canadá,
criado em 1999, com baixíssima densidade populacional
- são menos de 30 mil habitantes espalhados por
uma área de mais de 2 milhões de quilômetros
quadrados. Vivem em condições adversas,
suportando um clima gelado - o verão registra a
temperatura mais alta do ano, com 10oC abaixo de zero.
Mas os Inuits são completamente adaptados à
sobrevivência no gelo, a partir da experiência
desenvolvida em milhares de anos de ocupação
do território.
A
produção artística da população
do Ártico canadense tem sido incentivada pelo próprio
governo canadense, que proporciona aos artistas Inuits
um circuito de exposição e venda das obras.
Assim, além do aspecto econômico (a venda
das peças contribui para a sobrevivência
do povo), as várias formas de arte são usadas
pelos Inuits como instrumentos de afirmação
cultural e de documentação histórica,
cultural e política. ISUMAVUT já foi apresentada
em Portugal, nos Estados Unidos e na Finlândia,
sempre com imenso sucesso.
As
nove artistas que integram a exposição vivem
em Cape Dorset, uma povoação que tem hoje
1500 habitantes, no sul da ilha de Baffin, hoje a capital
artística da região sub-ártica. Em
suas obras estão representações da
fauna do Ártico e cenas da vida quotidiana ou da
caça tradicional, espíritos e imagens mitológicas
e xamânicas, construindo uma verdadeira memória
coletiva.
Local:
CCBB - Brasília
Data: de 28 de junho a 29 de julho de 2007
Visitação: de terça a domingo, das
10h às 21h
Museu Canadense da Civilização: www.civilization.ca
Fonte:
Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC)
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