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Polícia
mata mais em seis meses do governo Cabral
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17/07/07 - Número de mortos representa aumento
de 25,38% em relação ao mesmo período
do ano passado
Felipe
Werneck, do Estadão
Parte
dos 19 mortos na ação de junho no Complexo
do Alemão foi classificada como auto de resistência
RIO
- A polícia do Rio matou pelo menos 652 pessoas em
supostos confrontos de janeiro a junho deste ano. O número
representa aumento de 25,38% em relação ao
mesmo período do ano passado, quando 520 mortes receberam
o registro de "auto de resistência". Foram
132 mortes a mais no período de 181 dias - ou 3,6
por dia. É o resultado da política de enfrentamento
defendida desde a posse pelo governador Sérgio Cabral
Filho (PMDB) e reiterada hoje: "Esse confronto é
necessário para dar paz à população
do Rio."
O
número provavelmente será ainda maior, porque
o balanço semestral divulgado na segunda-feira, 16,
só incluiu as 100 delegacias que estão informatizadas,
as chamadas delegacias legais, que concentram 60% dos dados
do Estado. Os números consolidados, com os registros
das outras 65 delegacias convencionais, ainda não
foram contabilizados porque houve atraso no pagamento dos
salários de digitadores, segundo o Instituto de Segurança
Pública (ISP), responsável pelas estatísticas
de criminalidade.
No
semestre, os homicídios dolosos (intencionais) caíram
11,9%, de 3.210 para 2.828 casos. Também houve queda
de 13,63% do total de veículos roubados (de 17.975
para 15.524) e de 12% dos furtados (de 11.275 para 9.920).
Mas o roubo a pedestres aumentou 14,6% - de 22.192 para
25.442 casos. No mesmo período, 2.132 pessoas a menos
foram presas em flagrante pela polícia: o total caiu
de 9.051 para 6.919.
Os
registros de extorsão foram os que tiveram a maior
queda, de 863 para 547
(-36,6%). Também caíram os casos de atentado
violento ao pudor, de 952 para 754
(-20,8%) e os de roubo a estabelecimento comercial, de 2.538
para 2.088 (-17,7%).
Foi divulgado o número de policiais mortos em serviço,
que caiu de 16 para 11 na comparação dos primeiros
semestres de 2006 e 2007.
>Esse
sim, merecia uma vaia.> comentário postado por
Débora Pinheiro
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