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Exportações
de couros
somaram US$ 1,12 bi no semestre
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28/07/07 - O
couro já é um dos principais itens da pauta
de exportações do Brasil.
Os embarques
somaram o valor recorde de US$ 1,12 bilhão no primeiro
semestre deste ano, superando em 12% as exportações
de calçados, que totalizaram US$ 998 milhões
no período, conforme cálculos do Centro das
Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).
O desempenho
do setor, positivo à primeira vista, está
ameaçado por uma série de fatores estruturais
e conjunturais, adverte o diretor-executivo do diretor-executivo
do CICB, Luiz Bittencourt. “As exportações
no primeiro semestre do ano cresceram 30% em receita, mas
aumentaram apenas 4% em volume físico. Ou seja, o
aumento foi resultado da alta dos preços internacionais
do couro”, explica ele.
Outro aspecto
preocupante é o elevado peso do couro wet blue sobre
a pauta de exportações. “O wet blue
é a commodity do couro. Trata-se de um produto primário.
O Brasil precisa investir mais no aumento das exportações
de produtos acabados, de maior valor agregado”, diz
Bittencourt.
Esse quadro
é agravado por dois outros fatores: a queda do consumo
de couro no mercado interno – o que estabelece perigosa
dependência do mercado externo – e a sobrevalorização
do real em relação ao dólar, que tolhe
a competitividade do produto brasileiro.
“Se
esse cenário não for alterado, corremos o
sério risco de passar por um processo de desindustrialização
da cadeia produtiva do couro”, adverte o diretor-executivo
do CICB, que destaca a importância do segmento: o
setor emprega 45 mil pessoas, movimenta um PIB de US$ 3
bilhões e recolhe quase US$ 1 bilhão anual
em impostos.
Para reverter esse quadro, o CICB está propondo três
medidas. O primeiro deles é a alocação
dos recursos provenientes do recolhimento do imposto sobre
a exportação do couro wet blue, de 9%, para
o financiamento de máquinas e equipamentos para o
acabamento de couro pelas indústrias que atualmente
só processam o couro até o estágio
de wet blue.
Outra proposta
é a desoneração da importação
de peles de caprinos e ovinos, medida importante porque
a produção interna, da ordem de 7 milhões
de peles, não atende à demanda das empresas,
cuja capacidade de processamento é de 12 milhões
de unidades. “Os curtumes estão operando com
40% ociosidade, em uma região carente como o Nordeste
do Brasil”, diz Bittencourt.
Finalmente,
a entidade reivindica maior agilidade na devolução
dos de créditos gerados na exportação.
“A morosidade no repasse destes créditos compromete
seriamente o capital de giro das empresas e tem provocado
crescentes preocupações no setor”, conclui
o diretor-executivo do CICB.
Principais
destinos
De janeiro
a junho deste ano, os principais destinos dos embarques
em receita foram a Itália (participação
de 28,38% e crescimento de 36% quando comparado a 2006),
China (participação de 22,85% e elevação
de 60%) e Hong Kong (11,02% e decréscimo de 9%).
Estados Unidos,
Vietnã, Indonésia, Coréia do Sul e
Tailândia foram outros mercados importantes para o
couro nacional. As vendas externas para o Vietnã
cresceram 86% no período, saindo de US$ 14,56 milhões
para US$ 27,10 milhões.
O acumulado
no primeiro semestre também registrou aumento nas
vendas para países que não são importadores
tradicionais do produto brasileiro, como é o caso
do México (expansão de 165%, de US$ 7,31 milhões
para US$ 19,41 milhões), República Dominicana
(aumento de 333%, saindo de US$ 702,47 mil para US$ 3 milhões)
e Cingapura, que aumentou suas importações
em 763%, de US$ 711 mil para US$ 6,13 milhões. A
Alemanha, de outra parte, elevou suas compras em 76%, de
US$ 8,39 milhões para US$ 14,76 milhões.
Dentre outros
países não compradores habituais cabe citar
a Romênia, que importou 313% a mais, saindo de US$
238 mil para US$ 983,46 mil; a República Tcheca,
cujas compras cresceram 94 vezes, saindo de US$ 14,54 mil
para US$ 1,37 milhão, e as Filipinas, que importaram
187,6 vezes mais, saltando dos US$ 4,8 mil para US$ 908,9
mil.
Principais
estados exportadores
Segundo o balanço dos embarques de couros nos seis
meses de 2007 ante o acumulado do período anterior,
São Paulo detém a liderança estadual
(participação de 34,76% e aumento de 38%),
seguido pelo Rio Grande do Sul (participação
de 24,31% e elevação de 15%), Paraná
(6,59% e expansão de 55%) e Mato Grosso do Sul (6,30%
e crescimento de 32%). Os demais estados são Ceará,
Bahia, Goiás e Minas Gerais. Registrem-se os crescimentos
significativos dos estados de São Paulo, Paraná
e Mato Grosso do Sul.
Fonte:
Apex Brasil
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