|
Turnê
do Cirque du Soleil em Brasília |
19/10/07
- Os números são impressionantes. Para carregar
as mais de 800 toneladas de equipamento que dão forma
à cidade itinerante que o Cirque du Soleil estabelece
em cada lugar que aporta são necessários 75
caminhões. Há uma semana a equipe de montagem
chegou em Brasília para deixar todo pronto para a
estréia do espetáculo Alegría, que
estréia na próxima sexta-feira, às
21h, no estacionamento do Parkshopping.
Criada
em 1994, apresentação é a segunda a
ser conferida pelo público brasileiro. Detalhe: é
a primeira vez que o Cirque se apresenta na capital federal.
Alegría fica em temporada até 11 de novembro,
num total de 23 apresentações.
Em
nove dias de trabalho armam-se as cinco tendas que compõe
o circo: palco principal, tenda artística, duas tendas
para o Tapis Rouge (espaço vip) e a de entrada. Mas
o trabalho começou quase um mês antes, quando
o espaço destinado a abrigar o Cirque foi nivelado.
A preparação também envolveu a retirada
de grama e colocação de cimento em algumas
áreas.
Além
de arquibancada e palco, há cozinha, escola, banheiros,
lavanderia e espaço para os 55 artistas do elenco.
É na tenda artística que os músicos,
acrobatas, cantores, palhaços e atores descansam,
vestem-se, se consultam com fisioterapeutas e se aquecem
para entrar no palco.
Diariamente,
três chefes de cozinha preparam cerca de três
mil refeições para alimentar o elenco e a
equipe técnica, superior a mil pessoas. Em cada país
que o espetáculo se apresenta, o cardápio
é adaptado. No Brasil, o menu introduziu muita carne,
verduras e vegetais. A cidade circense também tem
espaço para o aprendizado. As dez crianças
que acompanham o elenco – sete filhas de artistas
e três artistas-mirins – têm aulas regulares
em trailers localizados na parte posterior do circo.
É
no palco que a magia acontece. Com capacidade para 2,5 mil
pessoas por apresentação, a tenda principal
tem 14 metros de altura. No topo, quatro mastros (de 25m
cada) exibem quatro bandeiras. Uma do Brasil, uma do Canadá,
país de origem da companhia, uma de Quebec, cidade
sede do quartel general do circo e, claro, uma do Cirque
du Soleil. Por dentro, a tenda é rodeada por bandeiras
que representam a nacionalidade do elenco, oriundos de 13
países diferentes. O verde-amarelo do Brasil também
está lá, ilustrando a presença do clown
Marcos de Oliveira Kazuo.
Outro
brasileiro no Cirque é Elísio Oturno Camargo,
técnico de montagem. Aos 33 anos, o carioca de Niterói
trabalha para a companhia há cinco anos. Começou
na bilheteria, em San Diego (Califórnia) –
onde mora metade do tempo: na outra metade mora em Niterói.
Depois, Elísio foi integrado à equipe de montagem.
Sua função é a do bom faz-tudo: bombeiro
hidráulico, eletricista, montador de tenda e o que
mais for necessário. Ocupando o cargo denominado
flying, o brasileiro voa para as cidades que estão
na rota da turnê.
Elísio
Camargo é um dos 60 homens que erguem a tenda principal.
Depois de feitas as armações básicas,
o grupo se junta para colocar, literalmente, o circo em
pé. São 140 mastros erguidos em um processo
braçal que dura menos de cinco minutos. O tempo é
curto, mas a correria e o suor são suficientes para
igualar a canseira de um bom dia de academia.
O
espetáculo
Mas é apenas o início. O esforço é
o prenúncio do trabalho de montagem de arquibancada,
instalação de som, luz e, finalmente, palco.
É nesse espaço central que o público
confere os nove atos do espetáculo criado por Gilles
Ste-Croix em comemoração dos dez anos do Cirque
du Soleil.
Dirigido
por Fraco Dragone, Alegría – que já
rodou 15 países –, intercala números
de acrobacia, clown e teatro. Tudo para introduzir o público
numa atmosfera mágica que foca no confronto entre
o antigo e o novo.
Trinta
e cinco dias depois da chegada em Brasília, o circo
se preparará para fechar as malas. Após a
última apresentação, às 20h
do dia 11 de novembro, a mesma equipe que colocou em pé
o circo começará a desmontagem. Em três
dias o processo se encerra. E o circo despede-se da cidade,
rumo à capital mineira.
Alegría
- De 19 de outubro a 11 de novembro, de terça a domingo.
Ingressos: quinta, sexta e sábado às 17h e
domingo, às 16h a R$ 300 (Espaço Gold), R$
275 (Espaço VIP e setor 1), R$ 225 (setor 2) e R$
150 (setor 3); quinta e sexta, às 17h e domingo,
às 20h a R$ 275 (Espaço Gold), R$ 250 (Espaço
Vip e setor 1), R$ 200 (setor 2) e R$ 130 (setor 3). Pontos
de venda: Fnac.
Da
redação do Jornal de Brasília
Alto
da página
|