AI
denuncia condenação à morte
de cidadão canadense na China
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09/08/06
Agência
EFE. Hussein Dzhelil, cidadão de nacionalidade canadense
e origem chinesa, pode ser executado esta semana na China, acusado
de atividades terroristas e separatistas, denunciou hoje em comunicado
a organização Anistia Internacional (AI).
Dzhelil,
de etnia uigur e nascido na região chinesa de Xinjiang,
no noroeste, habitada por várias minorias étnicas
de religião muçulmana, está detido em Urumqi,
a capital regional. Ele não pode se comunicar com seus
parentes e provavelmente "sofreu torturas ou maus tratos",
de acordo com a organização.
Parentes
do condenado da cidade de Kashgar, no oeste de Xinjiang, disseram
que um policial foi quem revelou a possível execução,
já que as autoridades não informam a situação
de Dzhelil.
Dzhelil
tem também parentes no Canadá, que não têm
notícia alguma de sua situação, assim como
as autoridades canadenses, que pediram informações
ao Governo chinês.
Dzhelil
(também conhecido como Celil) abandonou a China em meados
da década de 90 e se refugiou na Turquia, onde pediu o
status de refugiado político, concedido pelo Alto Comissariado
das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Com
isso, conseguiu ir ao Canadá em 2001 e conseguir a nacionalidade
canadense em 2005.
Em
março de 2006, foi detido no Uzbequistão, quando
viajava para visitar parentes, e extraditado à China.
Segundo
o comunicado da AI, as autoridades chinesas se negam a reconhecer
a nacionalidade canadense de Dzhelil. As autoridades do Uzbequistão
retiveram o seu passaporte canadense.
A
AI diz que o caso não é isolado, e que nos últimos
anos diversos uigures foram detidos em países da Ásia
Central e forçados a retornar à China, sendo vítimas
de tortura, juízos arbitrários, execuções
e outras violações dos direitos humanos.
A
ONG calcula que pelo menos 3.900 pessoas foram condenadas à
morte e 1.770 executadas na China em 2005.
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