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Brasil
caminha para o apagão empresarial
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27/07/07 -
Artigo: A palavra crise já um tanto desgastada foi
substituída ultimamente pela imprensa pelo termo
apagão, pois além do apagão aéreo
que culminou no absurdo acidente com a Airbus da TAM, o
qual comoveu a opinião pública nacional desencadeando
um sentimento mútuo de repudio frente a inoperância
e incompetência dos nossos governantes em relação
a questões vitais de segurança e de contínuo
e seguro crescimento do país como uma nação.
Esta em
decurso e ocorrerá em um futuro próximo o
que chamaremos aqui de o apagão empresarial.
O termo refere-se
ao descaso com o qual o governo tem tratado ao longo dos
anos a indústria e o produto nacional, assim como
foi na aviação. Há muito tempo o país
esquece de investir e incentivar o desenvolvimento da sua
política industrial ou incentivar o pequeno e médio
empresário, seja na forma de investimentos de recursos
ou na forma de uma reestruturação do sistema
fiscal, trabalhista e tributário que remontam os
tempos de Getúlio.
Vemos no
cenário político-social empresas multinacionais
ou de grande porte apurando recordes de produção
e ajudando o superávit primário da balança
comercial, mas que ao menor sinal de instabilidade financeira
no país pressionam o governo por subsídios
ou ameaçam uma retirada em massa. O capital especulativo
vem artificialmente promovendo uma sustentabilidade financeira
ao país ao custo da maior taxa de juros do mundo
para esse tipo de investimento.
E o verdadeiro
empresário nacional representado pelas micro, pequenas
e médias empresas, que juntas são quase 95%
do total de empresas do país, onde estão?
Estão
sufocados por uma carga tributária extorsiva, por
leis inoperantes e regidos por um sistema corrompido, a
deriva de sua própria sorte.
Na verdade
o Brasil é um conjunto infinito de apagões:
o apagão aéreo, o apagão empresarial,
o apagão ético, o apagão moral, o apagão
de credibilidade, entre outros.
E se o Brasil
não desejar ser um país apagado daqui a alguns
anos é necessário que as autoridades competentes
(se é que podemos chamá-las assim) resolvam
parar de brincar de política e realmente se imbuam
de seu compromisso de tornar o Brasil um país cada
dia mais forte. E para isso a consolidação
e o desenvolvimento contínuo da indústria
e do produto nacional é condição indispensável.
Atuando há
vários anos e em vários segmentos de mercado
é fácil observar que apesar da inoperância
do estado enquanto fomentador do produto nacional, os pequenos
e médios empresários enfrentam dificuldades
e descobrem maneiras de sobreviver e superar os obstáculos
procurando mecanismos de gestão. Realizam campanhas
motivacionais, estimulando a qualidade de vida e produtividade
para assegurar-lhes retorno financeiro e motivar suas equipes
mesmo em tempos de dificuldades, conseguindo assim um tempo
maior de sobrevida no mercado, enquanto aguardam o tão
sonhado conjunto de reformas que por descaso político
e incompetência das autoridades competentes jamais
saiu do papel e da promessa política pré-campanha.
Sérgio
Nardi é especilista em direção empresarial
e diretor da Outstretch Empreendimentos e Negócios
- www.outstretch.com.br
*Sérgio
Nardi
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