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Restaurante
Bayou Brasil Setembro 2007 |
25/08/07 - Paulo
Silva (violão e voz)
CARTOLA
Angenor
de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de outubro
de 1908. Ganhou seu apelido de Cartola quando, como pedreiro,
resolveu usar um chapéu coco para que o cimento
não grudasse em seus cabelos. Seus colegas não
resistiram a gozação e lhe deram o apelido.
Cartola
é a prova da natureza surpreendente do verdadeiro
talento. Fez somente o primário e jamais conseguiu
se integrar à estrutura de trabalho. Trabalhou
sempre com bicos, como pedreiro, pintor de paredes, lavador
de carros, vigia de prédios e contínuo de
repartição pública. Mas seu dom fez
dele o maior sambista carioca de todos os tempos, com
letras impecáveis e batidas deliciosas.
Na
década de 20, quando os blocos de carnaval resolveram
se organizar em sociedades permanentes, Ismael Silva e
o pessoal do Estácio criaram uma associação
que se autodenominava Escola de Samba, a Deixa Falar.
Cartola, então, juntou o pessoal da Mangueira,
escolheu o nome Estação Primeira de Mangueira,
adotou as cores verde e rosa e também criou sua
escola. Nascia assim o maior fenômeno do carnaval
carioca. Em seu primeiro desfile na Praça Onze,
com o samba enredo de Cartola, Chega de Demanda, a Mangueira
ganhava também o primeiro prêmio do carnaval.
Apesar
do sucesso de seus sambas, Cartola morreu pobre, morando
numa casa doada pela prefeitura do Rio de Janeiro, em
30 de novembro de 1980.
Carô
Murgel
http://www.mpbnet.com.br/musicos/cartola/

Foto: Mário
Luiz Thompson
Angenor
de Oliveira est né à Rio de Janeiro, le
11 octobre 1908. Il a été appelé
Cartola lorsque qu’il était maçon
et il a résolu porter un chapeau melon pour que
le ciment ne s’attachât pas sur ses cheveux.
Ses camarades comme blague l’ont appelé “Cartola”
(chapeau haut de forme).
Cartola
est l’épreuve de la nature surprenante du
vrai talent. Il a étudié seulement à
l’école élémentaire et il n’a
jamais pu s’intégrer à l’structure
normale de travail. Il a travaillé toujours en
faisant services extraordinaires, comme maçon,
peintre de murs, nettoyeur de voitures, vigilant d’immeubles
et office-boy de services publics. Cependant son don a
fait de lui le plus grand “sambiste” de Rio
de Janeiro de tous les temps, de paroles impeccables et
des rythmes délicieux.
Dans
les années 20, quand les petites écoles
de carnaval ont résolu s’organiser en sociétés
permanentes, Ismael Silva et quelques-uns de la banlieue
Estácio ont créé une association
qui s’appelait “Escola de Samba Deixa Falar”
(École de Samba “Laisse Parler”). Alors,
Cartola a réuni ses camarades et a choisi le nom
Estação Primeira de Mangueira, les couleurs
vert et rose et a créé aussi sa propre école.
Ainsi il naissait le plus grand phénomène
du carnaval. À son première sur la Place
Onze, avec une samba de Cartola, Chega de Demanda, la
Mangueira a gagné le premier prix du carnaval.
Malgré
les succès de ses chansons, Cartola est mort pauvre,
en habitant une maison donnée par la mairie de
Rio de Janeiro, le 30 novembre 1980.