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Taís Grün
bayoubrasil.info
20/09/07
- Mais um delicioso ingrediente foi agregado ao cardápio
do Bayou Brasil neste mês. Além dos pratos
típicos da terra brasilis, como a popular feijoada,
o restaurante da Saint-Denis tem oferecido, às quintas-feiras,
uma outra paixão nacional: a música de nomes
consagrados do samba, do pagode, do chorinho e da bossa
nova.
Os
mesmos ritmos, que embalam os brazucas há décadas
e conquistam cada vez mais os gringos, saem da voz, violão
e cavaquinho do músico Paulo Silva, 51 anos, em parceria
com o percussionista Silvio Cardadeiro, 47 anos. A dupla
- de carioca visitante e paulista residente, respectivamente
- se conheceu, no começo do ano, no Aeroporto Internacional
Pierre Elliott Trudeau, em Montréal, justamente pelo
amor à música à qual cada um se dedica,
seja no Brasil ou no Canadá, há pelo menos
40 anos.
-
Tocamos juntos quando o Paulo esteve aqui no começo
do ano e agora voltamos a nos encontrar. Existe uma química
muito boa entre a gente para fazer música - comenta
Cardadeiro.
O
mesmo apreço pela arte de Cartola, Tom Jobim e Paulinho
da Viola uniu esses dois experientes músicos brasileiros,
novamente neste mês, para a realização
de uma série de tributos a alguns de seus ídolos.
E, de quebra, quem ganha o presente é a clientela
do Bayou Brasil. A idéia de se fazererm apresentações
semanais no Bayou Brasil surgiu ainda no Brasil, quando
Silva planejava sua terceira viagem ao Canadá. A
proposta foi acolhida pelo novo amigo Cardadeiro, com o
apoio do proprietário do restaurante, Jorge Mariz.
-
Queremos levar ao público a pluralidade da música
brasileira. E só tem coisa boa no repertório
- afirma Silva que, além de músico, também
ensina português e atua como advogado na capital do
Rio de Janeiro.
A
série de apresentações teve início
no dia 6, com um tributo a Nelson Cavaquinho e Cartola.
Na semana passada, foram os acordes de Noel Rosa que ressoaram
pelo aconchegante ambiente do Bayou. Hoje à noite,
a partir das 20h30min,
Silva e Cardadeiro homenageiam o compositor Paulinho da
Viola, com um repertório de pelo menos 18 músicas,
entre elas "Coração Leviano", "Sinal
Fechado", "Guardei minha viola", "Onde
a dor não tem razão" e "Foi um rio
que passou em minha vida".
Uma
lista de obras que, segundo Cardadeira, é chamariz
para um público formado, em sua maioria, por québécois
e, claro, brazucas.
-
Os tributos têm atraído especialmente os canadenses
que já viajaram ao Brasil, tiveram contato com a
nossa música e buscam ouvi-la novamente. Eles querem
o ritmo bom para dançar - observa o percussionista.
Com
duração de aproximadamente duas horas e meia,
o show é dividido em dois sets. Contudo, entre uma
obra e outra, os músicos fazem pausas para contar
histórias dos artistas homenageados.
-
Estamos fazendo um tributo a compositores que, de uma forma
ou de outra, têm um vínculo forte com a minha
carreira de músico. É por isso que abrimos
brechas
para relatar alguns causos - explica o cantor carioca.
A
série de tributos se encerra na próxima quinta-feira,
dia 27, com os clássicos da bossa nova, Tom Jobim
e Vinícius de Moraes. Quem quiser reservar um lugar
especial no Bayou Brasil para conferir, de perto, o talento
de Paulo Silva e Silvio Cardadeiro pode entrar em contato
pelo telefone (514) 847-0088 ou pelo e-mail info@bayoubrasil.com.
Para o show é cobrado um couvert de 10 dólares.
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